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quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Brasileiros ou hóspedes do Brasil?

Há quem não goste do patriotismo estadunidense explorado muitas vezes em filmes como "O resgate do soldado Ryan" onde a bandeira americana tremula no final. Paradoxalmente, é comum ouvirmos comparações depreciativas do nosso país em relação aos EUA. "Nos EUA é diferente... Esse aí já estava na cadeia" ou ainda "Lá nos EUA as ruas são limpinhas, você não vê buracos na rua, etc".
Na escola aprendemos que a República Federativa do Brasil é dividida em três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário. No entanto o que falta na escola é uma máteria, na minha opinião, básica, extremamente importante e que complementa esses três poderes: Civismo.
Os conceitos de Civismo e Patriotismo são muito semelhantes, podendo ser considerados sinônimos. Patriotismo é algo que o brasileiro, em sua grande maioria, não tem. O número de pessoas que possuem o instinto de dizer que tem orgulho de ser brasileiro contrasta com o nível de Civismo presente nas pessoas.
Cobramos das autoridades constituídas a solução dos problemas do país freneticamente, como se nós não tivéssemos responsabilidade alguma sobre o que acontece no nosso país. O equivoco de que o Presidente da República é responsável por tudo que acontece no dia-a-dia é deveras recorrente. As pessoas tratam o Brasil como um grande Hotel e seu papel nele como se fossem hóspedes exigentes. "Eu não quero saber o que posso fazer! Eu pago a diária (digo... impostos) e quero soluções já!" - bradam os brasileiros.
Há exceções, é claro. Muitos brasileiros fazem sua parte na sociedade ajudando o próximo, o coletivo, até mesmo nas pequenas coisas como o ato de não jogar lixo nas ruas.
Exemplos de não civismo brasileiro:
Quantas vezes já reclamaram da polícia e seus excessos, seja na mídia, nas ruas ou nas rodas de bares; e quantas vezes já elogiaram o trabalho dos mesmos quando se é necessário o reconhecimento de operações bem sucedidas?
Quantas vezes já reclamaram da fome e dos indigentes e quantas vezes já deixaram de os ajudar com um prato de comida e um cobertor? Ou simplesmente não desperdiçar comida?
Repito, graças a Deus existem exceções, e mais uma vez devemos aplaudi-las sempre que as vemos.
E o que tem demais a bandeira tremulando no fim de um filme se eles tem orgulho e trabalham em prol do coletivo melhor do que nós? Não seríamos nós que deveríamos melhorar nosso patriotismo além do esporte?
A escolha é individual, eu sei, mas queremos nós ser hóspedes ou brasileiros?

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Filmes P&B vs Filmes em cores

Eu não vou gastar saliva (ou melhor, ponta de dedo) listando grandes filmes (alguns imperdíveis) que foram rodados quando ainda não havia cores nas películas. O que quero aqui divagar é sobre o fato de muitas pessoas terem um preconceito, as vezes podendo ser comparado a um medo instintivo como da própria morte, ao assistirem ou serem simplesmente convidadas a assistirem o mesmo. "É em preto e branco?!?!?!? ECA!!! Que horrível!!!".
Concordo que as cores nas películas trouxeram um visual mais agradável, com fotografias lindíssimas que apesar de poderem ser belas em P&B, são realçadas quando com cores. Mas daí a julgar um filme por sua colorização há uma grande diferença... Seria o mesmo que falar: "Esse livro é horrível! Não tem uma figura sequer!" ou ainda "Mangás são horríveis porque eles não pintam os 'quadrinhos'"
A essência do filme ainda reside no roteiro, na trama, nos seus personagens e outros elementos... Ninguém liga se o livro de Harry Potter não tem nenhuma figura. As pessoas estão interessadas na história! E com essa mesma percepção eu acho que deveriam ver os filmes P&B. Sem preconceitos.
Ainda há aqueles que apesar de falarem de clássicos como obras-primas, apenas o falam por repetição, e na hora que vão assistir ao filme que sempre falaram mas nunca o viram de fato, vem o 'baque': "Nossa! É em preto e branco mesmo??"
Vale ressaltar que não quero dizer que filme P&B é garantia de qualidade. Apenas abaixem os escudos cromáticos do crítico cinematográfico que reside em cada um de nós.
E é isso aí.. mais um post!
Saudações em cores! ...e em preto e branco também!!!

4400 - Parece legal...(...) ...como assim acabou?

Eu tinha ouvido falar bem de uma série de TV onde 4400 (isso mesmo! quatro mil e quatrocentas!) pessoas que acreditava-se estarem desaparecidas, surgem repentinamente a beira de um lago. O plot já havia me deixado bem curioso e visitando uma loja de DVD's em um shopping, me deparei com uma promoção tentadora... A série completa pelo preço de uma temporada de uma série de sucesso... Comprei! (devia ter desconfiado de algo desde esse momento)
Sem querer me aprofundar nos spoilers, a primeira temporada se desenvolve bem, com uma trama digna de deixar você acordado até um pouco mais tarde para saber logo o que vai acontecer. A segunda temporada acompanha bem o ritmo da primeira. Já a terceira você começa a pensar: 'hmm, acho que a greve dos roteiristas de hollywood afetou a série'. Na quarta temporada você já não pensa mais isso... Você tem a plena convicção de que foram os sobrinhos e netos dos produtores que terminaram de escrever a série que acaba como um peido no metrô lotado: Imperceptível, mas que deixa bastante gente irritada.
Resultado: Com a série cancelada na sua quarta temporada (a história dava pra ser bem desenvolvida por mais tempo na minha opinião), creio que os produtores não foram felizes no encerramento. Recomendo apenas para quem estiver curioso e não tem mais onde gastar o dinheiro.